Eu tenho essa mania de desabar em silêncio.
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer.
Observava as pessoas à distância, como numa peça de teatro. Apenas eles estavam no palco e eu era platéia de um homem só.
Despiu-se lentamente. Abriu o chuveiro e deixou que a aguá morna corresse farta por todo o corpo, na esperança de talvez lava-lo por dentro, limpando aquela tristeza tão imensa.
Você morreu em meus braços. Você morreu na droga dos meus braços e aí você deixa instruções que me proibiam de te salvar? Você quer saber do que tenho medo? Eu tenho medo de tudo! Tenho medo de me mover, tenho medo de respirar, tenho medo de te tocar! Eu não posso te perder! Eu não vou sobreviver e isso é culpa sua! Você me fez te amar, você me fez te aceitar e aí você morre em meus braços
E mesmo cansado da vida, você aguenta firme. Por algo, ou por alguém.
Vou dedicar menos tempo a sentimentalismo e mais à realidade.
E te cuida, por favor, te cuida bem. Não é porque estás longe que não te quero bem.
Sou companhia, mas posso ser solidão.